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Jovens Buxos – a novidade entre os adolescentes
Muitas pessoas
que carregam dentro de si à vontade se serem Bruxos, à vontade de se
dedicar a Bruxaria..... (chamada de capa – foto jovem bruxa-sessão
esoterismo)
Sentem como se
algo, uma voz a chamasse, além de se identificarem com a força da
natureza, como se a vontade fosse maior que ela.
É bem assim que o dom chega até as pessoas. Ele começa a se
manifestar naturalmente, sem que nos percebamos, quando menos
esperamos já somos seguidores da Grande Mãe.
É como se a Deusa sussurrasse em nossos ouvidos que é hora de
acordar e viver não só no plano material, como no plano espiritual,
que esta diretamente em nossa vida.
A partir daí, nossa vida toma um rumo diferente, ela passa a mudar,
para algumas pessoas a mudança chega a ser completa, para outras que
já tem uma espécie de afeição com o próximo e com a natureza, ela
muda de modo a ficar mais sensata a encarar a vida com outros olhos,
enxerga coisas que a maioria das pessoas não vêem.
Quando nós despertamos, passamos a dar o real valor a coisas que até
o momento nós não notávamos.
Ao passar por um jardim e ver como o orvalho cai suavemente da
pétala delicada de uma flor, abrimos um imenso sorriso, vemos nela a
alegria, o amor se manifestando, vemos alem de uma simples flor,
coisa que as pessoas hoje em dia não notam, não dão importância de
quanto à natureza é bela e o quanto nós seres humanos temos que
lutar para que a natureza não se abale, para defendermos ela, pois
nós viemos da natureza e se não zelarmos por ela, será o fim do
planeta ou estaremos contribuindo para que ele se acabe.Temos que
encaramos o mundo com amor e todos que os habitam.
Isso é ser Bruxa.
É interagir com a natureza, entender a natureza das coisas, tratar a
tudo e a todos, todas as coisas do mundo como se fossem nós mesmos,
devemos fazer pelos outros o que gostaríamos que fizessem por nós,
nunca desejando algo a algum ser, seja ela do mundo animal, vegetal,
nunca desejarmos a nenhum deles o que não gostaríamos que
acontecessem a nós.
Bem se depois de
tudo que eu falei, você leitor estiver disposto a encarar a Bruxaria
de perto, parabéns.
Pois para uma Bruxa(o), estudante de Bruxaria,na vida apesar de tudo
que citei acima não é só maravilha 24 horas.
É um tanto difícil,enfrentamos preconceitos, pois nem todos têm
acesso à verdade sobre a bruxaria, e confundem com Satanismo.
Satanismo é uma coisa, Bruxaria é outra totalmente e radicalmente
diferente.
Nossos deuses são LUZ e AMOR e através deles nos conectamos com a
real essência da vida e dos mundos.
E afinal, se fossemos mesmos Satanistas e do Diabo com certeza já
teríamos transformado em sapo todos esses ignorantes que falam mal
de Bruxaria e dos Bruxos (as)... hehehehe( seria uma boa...rssssssss)
Também devemos ter garra e ir à luta, no sentido de sermos
defensores do universo, temos que estar dispostos a ajudar quem
merece, e trabalhar para a evolução do mundo.
No decorrer de tudo, é difícil, pois muitas pessoas infelizmente são
preconceituosas quando o assunto é Bruxaria, encaram como se fosse
um "pecado", contra as "Leis de Deus".
Mas não devemos desanimar, pois devemos lembrar que as pessoas que
tem este tipo de pensamento são pessoas ingênuas e muitas vezes
tolas, por não querer saber e entender a verdade, elas julgam ser
verdade o primeiro tipo de informação que a elas chegam, mesmo que
indiretamente, e varias vem desde a infância.
Elas ignoram o fato de que outros caminhos religiosos e espirituais
sejam bons e verdadeiros.
Um exemplo de que a Bruxaria é bem denegrida são as Histórias
infantis, em que sempre há uma Bruxa má, que odeia criancinhas ou
tenta estragar a felicidade alheia, isso acontece na história da
Branca de Neve,e na historia de João e Maria, e entres outras, que
muitas crianças tem acesso e crescem com uma imagem negativa em
relação a nós Bruxas.
Bem espero que vocês tenham compreendido minhas palavras.
No decorer desta matéria, você conhecerá os princípios da Bruxaria,
como originou esta "Religião”, suas crenças, seus Festivais
Sazonais, Sabbats (são as comemorações na Bruxaria), o que as Bruxas
fazem, o que cultuam, enfim em que realmente consiste nossa querida
e amada religião.
Ao longo da dedicação ao estudo, você percorrerá um lindo caminho,
repleto de amor e magia...
Origem da Bruxaria
***SOCIEDADE
MATRIFOCAL***
" Falar em origem
da Bruxaria é o mesmo que retornar ao inicio da humanidade, quando
os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para os
mistérios da vida e da natureza.
Como afirmam a maioria dos antropólogos, o ser humano habita este
planeta há mais de 2 milhões de anos. Mais de 3 quartos deste tempo
a nossa espécie passou nas culturas de coleta e caça aos pequenos
animais. Nessas sociedades não havia necessidade de força física
para sobreviver, e nelas as mulheres possuíam um lugar central.
As mais antigas obras de arte que representam figuras humanas são de
mulheres,mães. Datando de 35.000 a 10.000 anos antes da era cristã,
e descobertas pôr toda a Europa e na África, essas estatuetas de
"Vênus",chamadas assim pêlos arqueólogos, mostram a plenitude de
formas da maternidade e a maturidade da natureza feminina.
Desde os tempos
neolíticos, a prática da Bruxaria sempre girou em torno de rituais
simbólicos que estimulam a imaginação e alteram a consciência. A
primeira demonstração de arte devocional foram as Madonas Negras,
encontradas em cavernas do período Neolítico, então as deusas da
fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos
primitivos. Assim, rituais de caça, experiências visionárias e
cerimônias de cura sempre tiveram lugar no fértil contexto dos
símbolos e metáforas de cada cultura. Vale a pena ressaltar que nos
vários sítios paleolíticos associados a imagem da Deusa foram
encontrados entre eles, Laussel, Angles-sur, Cogul, La Magdaleine e
Malta, só para citar alguns.
No período neolítico, Catal Hüyük é um dos primeiros e mais
claramente sítios matriarcais (cerca de 6.500 - 5.700 a.C)
escavados. Os vários santuários decorados com figuras da deusa-mãe e
seu filho-amante não fornecem dados que apontem para o sacrifício
humano ou animal, não há altares, fossas para sangue e depósitos
secretos para os ossos. Nem tampouco os templos da Deusa em Marta e
na Sardenha, as galerias escavadas e os círculos de pedras dos
construtores megalíticos ou os sítios de Creta, apresentam qualquer
evidência de que seres humanos foram em qualquer época, ritualmente
assassinados. Onde o sacrifício humano é visto claramente - por
exemplo, nos túmulos sagrados da cidade suméria de Ur, onde cortejos
inteiros acompanhavam o rei para a morte - ele está associado a
cultura já vinculada ao patriarcado.

Nas cavernas
também foram encontradas milhares de desenhos, dentre estes desenhos
muitos mostram os homens caçando, e as sua presas já mortas. Com
isto supomos que uma certa magia também ali já era aplicada, com a
intenção de aprisionar nas paredes das cavernas a alma do animal a
ser caçado, fazendo com isto que a caça fosse mais fácil.
Assim, inúmeras provas arqueológicas, históricas e antropológicas,
estátuas de deusas, costumes funerários, pinturas rupestres de
mulheres dando à luz, o recém nascido ainda ligado à mãe pelo cordão
umbilical, tudo isto nos faz crer que os nossos ancestrais
entenderam a íntima conexão entre o Poder Feminino e o Poder da
Terra. Mais a frente, outros povos que dependiam da caça para
sobreviver, originaram o culto ao Deus dos Animais e da fertilidade,
também conhecido como Deus Cornífero. Os chifres sempre
representaram a fertilidade, coragem e todos os atributos positivos
da energia masculina, representando também a ligação com as energias
cósmicas. A mulher era a fonte da vida, os ciclos decorrentes da
mulher era a fonte da vida. O grande mito do eterno retorno era o
mito repetidamente interpretado no ciclo vital de todas as mulheres,
em cada gravidez que produzia uma nova vida humana, e na misteriosa
hemorragia que ocorria com cada lua e parava quando o ventre retinha
seu sangue e ficava cada vez mais cheio, como a lua crescente. Ao
identificarem tão estreitamente a mulher com a Terra, e a Terra com
poderes divinos, os nossos ancestrais consideraram razoável supor
que o poder divino que presidia à criação era feminino. Assim a
Velha Religião, com sua forte perspectiva matrifocal ou matricentral
como queiram, era uma religião de êxtase, pôr isso nos parece que as
experiências de êxtase religioso eram a norma para as culturas
pré-cristãs. E assim devem ter sido em religiões que se centravam na
experiência da mulher.
Há cerca de 100 séculos antes de Cristo, os povos se organizavam em
sociedades centradas na figura da mulher, cujas características
principais eram a ausência de fortificações militares e de armas, -
as que existiam eram pequenas e usadas somente para defesa - a
ausência de guerras organizadas e de estrutura política burocrática.
Nessas sociedades, as famílias eram extensas, semelhantes a clãs,
governadas pôr mães e não havia escravos. Os laços de sangue,
linhagem, parentesco e direito de propriedade eram transmitidos
através das mães.
Nos grupos matricêntricos, as formas de associação entre homens e
mulheres não incluíam nem a transmissão do poder nem da herança, por
isso a liberdade em termos sexuais era maior. Por outro lado como já
dissemos, não existia guerra, pois não havia pressão populacional
pela conquista de novos territórios.
Refletindo a sociedade, os sistemas religiosos primitivos também
eram centrados na figura de Deusas-Mãe que simbolizavam a
fertilidade do solo, dos animais e dos seres humanos. As divindades
femininas presidiam ainda a variadas atividades comuns àquelas
sociedades. Como exemplo, podemos citar a deusa Asherah, "Senhora da
Marcenaria e da Carpintaria" da antiga mitologia da região de Canaã.
Essas sociedades centradas na mulher eram pacíficas, tolerantes,
sustentadoras da vida, baseadas na confiança, nelas, o comportamento
violento e destrutivo era desencorajado. Foram as mulheres dessas
sociedades que inventaram a agricultura, a cestaria, a cerâmica, a
olaria, a metalurgia, as técnicas de processamento, armazenagem e
preservação de víveres, eram ainda as guardiãs do fogo, as
ervanárias e farmacologistas e as curandeiras oficiais e primeiras
médicas. A atividade masculina se restringia à caça, cuja base é a
imitação e observação silenciosas.
Provavelmente, foram as mulheres que criaram a linguagem,
propiciando assim terreno para o desenvolvimento e aprimoramento da
inteligência. Nesses grupos, a mulher era considerada um ser
sagrado, porque podia dar a vida e, portanto, ajudar a fertilidade
da terra e dos animais. Nesses grupos, o princípio masculino e o
feminino governavam o mundo juntos. Havia divisão de trabalho entre
os sexos, mas não havia desigualdade. A vida corria mansa e
paradisíaca.
Os antropólogos também observaram que nesses tempos remotos, o papel
masculino na concepção não era compreendido. Isso somente veio a
acontecer em torno dos anos 5.000 a 3.000 antes da Era Cristã. Como
a mulher não fica grávida em todo ato sexual, e só vem saber que
está grávida depois de dias ou semanas, a conexão entre atividade
sexual com machos e concepção não era óbvia. Por muitos séculos e
séculos o homem, inocentemente, pensou que a mulher engravidasse dos
deuses. Na verdade os homens se sentiam marginalizados nesse
processo e invejavam as mulheres. Essa primitiva "inveja do útero",
dos homens é a antepassada da moderna "inveja do pênis" que sentem
as mulheres nas culturas patriarcais mais recentes.
Ao contrário da mulher, que possuía o "poder biológico", o homem foi
desenvolvendo o "poder cultural" à medida que a tecnologia foi
avançando. Enquanto as sociedades eram de coleta, as mulheres
mantinham uma espécie de poder, mas diferente das culturas
patriarcais. Essas culturas primitivas tinham de ser cooperativas,
para poder sobreviver em condições hostis, e portanto não havia
centralização, mas rodízio de lideranças, e as relações entre homens
e mulheres eram mais fluidas do que nas futuras sociedades
patriarcais.
Na sociedade de Creta as mulheres exerciam as mais diversas
profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio. Platão
conta que nesta sociedade, a última matrifocal de que se tem
notícia, toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza,
fonte de toda a criação e harmonia."
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